Aprenda sobre o AUTISMO e descubra como promover a compreensão e inclusão em nosso Município

Gostaria de agradecer a todos que compareceram à palestra sobre autismo que aconteceu na Câmara Municipal dos Vereadores nessa quarta-feira no dia (05/04). Foi uma tarde muito especial, que contou com a presença de renomadas profissionais na área da saúde e da educação do nosso Município.

Trouxe a palavra a frente Alessandra Ferreira e Juliana que são mães de autistas e convivem com problemas enfrentados pelos autistas é a falta de compreensão por parte das outras pessoas. Muitas vezes, as pessoas não entendem as dificuldades que os autistas enfrentam em situações sociais, o que pode levar a comportamentos inadequados ou até mesmo a exclusão social. Além disso, muitos autistas enfrentam problemas em áreas como a educação e o emprego, devido à falta de compreensão por parte dos educadores e empregadores.

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Durante a palestra, foram discutidos diversos temas relacionados ao autismo, incluindo as diferentes formas de manifestação do transtorno, as melhores práticas de inclusão social e educacional, as terapias e intervenções disponíveis e a importância do apoio da família e da comunidade. Foi uma oportunidade única de aprendizado e troca de experiências.

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Além disso, a presença de autoridades do município, como o diretor da Secretaria da Assistência Social, Levi Rioschi, o vereador Alan Batista, Angélica secretária do bem estar social que  demonstraram o comprometimento da cidade de Barra Velha com a causa do autismo e a necessidade de se criar políticas públicas efetivas para atender às necessidades das pessoas com autismo.

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Embora o autismo não tenha uma causa única, sabe-se que fatores genéticos e ambientais desempenham um papel importante em seu desenvolvimento. Pesquisas indicam que certas condições médicas, como a exposição pré-natal a toxinas ou infecções, podem aumentar o risco de desenvolver autismo. No entanto, nem todos os casos de autismo têm uma causa clara.

Não existe uma cura para o autismo, mas intervenções precoces e tratamentos podem ajudar a melhorar a qualidade de vida da pessoa. Terapias comportamentais e educacionais podem ajudar a pessoa com autismo a aprender habilidades sociais e de comunicação, reduzir comportamentos desafiadores e desenvolver habilidades de autoajuda e independência. Medicamentos também podem ser usados ​​para tratar sintomas específicos, como ansiedade, insônia e hiperatividade.

Lei nº 12.764/2012: esta lei institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, que estabelece diretrizes para a proteção dos direitos das pessoas com autismo, incluindo o acesso à educação, saúde e serviços sociais. A lei também define o conceito de autismo e estabelece a obrigatoriedade de capacitação de profissionais que atuam com pessoas com autismo.

Além dessas leis, existem também políticas e programas específicos que visam garantir os direitos das pessoas com autismo, como o Programa Nacional de Atenção ao Autismo e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. É importante que as pessoas com autismo e suas famílias conheçam essas leis e políticas e saibam como acessar os seus direitos.

“Precisamos de políticas públicas funcionais, a família precisa ser acolhida para que ofereça suporte emocional e consiga inserir seu filho na sociedade de uma maneira que possa ter uma vida típica”             Alessandra Ferreira Silva

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Os direitos dos autistas são protegidos por leis e políticas públicas em muitos países, incluindo o Brasil. Alguns dos principais direitos dos autistas garantidos pelo governo incluem:

Acesso à educação inclusiva: todas as pessoas com deficiência têm direito a uma educação inclusiva e de qualidade, e isso inclui as pessoas com autismo. O governo deve garantir que as escolas sejam equipadas para lidar com as necessidades educacionais dos alunos com autismo, fornecendo recursos e treinamento adequados para os professores e outros profissionais da educação.

Acesso a tratamentos e serviços de saúde: as pessoas com autismo têm direito a receber tratamentos e serviços de saúde que atendam às suas necessidades específicas, incluindo terapias comportamentais, terapias ocupacionais, fonoaudiologia e outros tipos de suporte. O governo deve garantir que esses serviços sejam acessíveis e de qualidade para todas as pessoas com autismo.

Acesso ao mercado de trabalho: as pessoas com autismo têm o direito de buscar emprego e ter as mesmas oportunidades no mercado de trabalho que as pessoas sem deficiência. O governo deve promover políticas de inclusão no mercado de trabalho e incentivar os empregadores a contratar pessoas com autismo.

Proteção contra discriminação: as pessoas com autismo têm o direito de serem tratadas com dignidade e respeito, e não podem ser discriminadas com base em sua condição. O governo deve promover políticas e leis que protejam os direitos das pessoas com autismo e garantam a sua inclusão na sociedade.

Acesso a benefícios e serviços sociais: as pessoas com autismo têm direito a receber benefícios e serviços sociais que atendam às suas necessidades específicas, incluindo auxílio-doença, benefícios de invalidez e outros tipos de suporte financeiro. O governo deve garantir que esses benefícios e serviços sejam acessíveis e adequados para as pessoas com autismo.

A Lei Berenice Piana, também conhecida como Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, foi criada em 2015 com o objetivo de garantir a inclusão social e a igualdade de direitos das pessoas com deficiência. Ela é considerada uma das leis mais avançadas do mundo no que diz respeito à garantia dos direitos das pessoas com deficiência.

A lei foi batizada em homenagem a Berenice Piana, mãe de uma jovem com Síndrome de Down que se dedicou à luta pelos direitos das pessoas com deficiência. A lei estabelece uma série de medidas para garantir a inclusão e a igualdade de oportunidades das pessoas com deficiência em todos os aspectos da vida, desde a educação até o mercado de trabalho.

Entre as medidas previstas na Lei Berenice Piana, destacam-se a obrigação de acessibilidade em todos os locais públicos e privados, a oferta de atendimento prioritário em serviços públicos e privados, a garantia de inclusão das pessoas com deficiência em todas as etapas da educação, desde a educação infantil até a educação superior, e a reserva de vagas para pessoas com deficiência em concursos públicos.

 

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A conscientização e compreensão do autismo são importantes para ajudar as pessoas com autismo a serem aceitas e integradas à sociedade. É importante lembrar que cada pessoa com autismo é única e pode ter habilidades e desafios diferentes. Com o suporte certo, muitas pessoas com autismo podem ter uma vida feliz e satisfatória.

Acredito que essa palestra tenha sido um passo importante para conscientizar a população sobre a importância da inclusão e do respeito às diferenças. É preciso que todos nós estejamos engajados nessa luta por um mundo mais inclusivo e justo para todos.

Mais uma vez, agradeço a presença de todos e espero que possamos continuar avançando nessa causa tão importante.

RC Pereira